segunda-feira, 28 de abril de 2008

poema de luis de camoões

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,´
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já foi coberto de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

gato que brincas...


Gato que brincas na rua

Como se fosse na cama;

Invejo a sorte que é tua

Porque nem sorte se chama.


Bom servo das leis fatais

Que reagem pedras e gentes,

Que tens onstintos gerais

E sentes só o que sentes.


És feliz porque és assim

Todo o nada que és é teu

Eu vejo-me e estou sem mim,

Conheço-me e não sou eu.